Fazenda Yrerê

12/10/2017

O passeio começa com uma curta caminhada pela mata até chegar a uma pequena clareira em que uma mesinha e utensílios já estão preparados. Pelo percurso, é possível observar pés de cacau em diversos estágios de desenvolvimento, e mesmo árvores de outras plantas. 

O guia, que na Yrerê é um dos funcionários da fazenda, traz com ele diversos frutos que, durante o bate-papo, serão abertos e oferecidos aos visitantes. Ele então discorre sobre como acontece o plantio, sobre as variedades de árvores e quetais. É também nesse momento que você vai ouvir pela primeira vez o termo que acompanha toda conversa com cacaueiros: "vassoura-de-bruxa".

A praga, identificada na região no fim da década de 1980, impactou fortemente a produção. Atualmente, mesmo com avanços científicos, a doença ainda compromete as plantações, sendo o maior problema enfrentado pelas fazendas de todo o continente americano. Pesquisas genéticas conseguiram criar mudas mais resistentes, mas ainda não imunes à doença.

Os visitantes fazem caretas ao provar (provavelmente por esperarem um gosto de chocolate -- que vem da amêndoa, não da polpa!). Depois, no entanto, repetem -- porque é uma delícia, mesmo. (Dá uma caipiroska incrível.)

Frutos abertos (a casca é bem grossa), é hora de experimentar a o cacau. Você já provou o fruto do cacau? O que se come é a membrana que envolve as amêndoas. É superdoce e um pouco ácida, com um discreto travo que lembra frutas amazônicas.  


Depois de fotos e mais fotos e ainda outras perguntas, todos seguem para o segundo ponto do passeio: as barcaças, onde as sementes de cacau (depois de passarem por um processo de fermentação) -- secam ao sol.

As barcaças costumam ter um telhado móvel, que lembra aquele de desenho de casinha de criança. Durante o tempo que fica ali, o cacau é protegido de intempéries e aproveita o calor do sol. É ali também que os funcionários pisam para amassar as sementes do cacau. Dependendo da sua idade, e se isso já não estiver acontecendo, é quando 'Lua Soberana', de Sérgio Mendes, vai começar a tocar sem parar na sua cabeça. As menções a José Inocêncio e à trama de 'Renascer' vão poder ser vistas em outras fazendas. 

Dali, todos seguem para a charmosa casa de dona Dadá, onde o fruto é servido em outros formatos. Suco de cacau, amêndoas torradas e nibs (que são pedacinhos esmagados das amêndoas) podem ser experimentados, assim como chocolatinhos produzidos na Yrerê, tudo à venda. 

O espaço também abriga um orquidário.

Galeria de Fotos

Visitas de 2ª a sábado das 9h às 16h e aos domingos até às 12h (agende por telefone) 

 R$ 30 por pessoa (crianças não pagam) 

Contato

Fazenda Yrerê

Rodovia Jorge Amado (Ilhéus-Itabuna), km 11

73 3656-5054

Site